domingo, 27 de fevereiro de 2011

Inutilidade

 Revelo a vocês, nesse exato momento, a minha inutilidade e fraqueza. Não é algo que seja comum apenas a mim, todos humanos são fracos e a maioria é tudo inútil mesmo. Mas por ser um estudante da área da saúde, e principalmente, um evangélico, há certos momentos em que precisamos ser fortes e deixar nosso conforto para ajudar o próximo.
 Hoje estava indo pra igreja de manhã (como já é hábito). É uma caminhada leve, de mais ou menos 15 minutos, passando pela 136, 85 e chegando a Mutirão.
 Mas hoje ocorreu algo diferente, chegando no final da 85, vi um puxador de carrinho de sucata dormindo, até aí tudo bem, é algo comum e já é uma imagem que infelizmente faz parte do cotidiano das pessoas.
 O segundo fato foi um pouco mais incomum, passando em frente a uma igreja messiânica, havia um carro com duas mulheres, no começo enxerguei apenas uma delas, mas quando cheguei mais perto, ouvi um grito de desespero. Notei que havia uma mulher com a cabeça apoiada no painel do carro, gritando mesmo, como se estivesse sofrendo muito, uma dor que dava pra sentir de longe e que chegou a me dar um calafrio, passei reto, pois havia uma mulher junto, apesar de ter percebido que ela não poderia dar tanta assistência assim (não que eu pudesse).
 O terceiro fato foi o mais impactante e depois que passei cheguei a olhar pra cima e dizer: O que o Senhor quer me mostrar com tudo isso? O fato foi o seguinte: chegando perto da T-9, há uma construção, e na frente dela estava um homem deitado no chão, vi que ele estava tendo algumas convulsões, não sei se ele estava desmaiado ou se estava apenas dormindo e sentindo frio. A questão foi que ele precisava de ajuda, e eu, com a bíblia debaixo do braço e a cabeça já muito confusa, passei direto, sem prestar auxílio nenhum a ele.
 E aqui estou, sentado no laptop da igreja, projetando slides, sendo que 3 pessoas precisaram de mim e eu não fiz absolutamente nada. O máximo que eu fiz foi escrever este post, e matar esse sentimento de culpa, mas que não muda minha culpa e nem a minha inutilidade diante desses fatos. Espero que um dia eu tenha coragem o suficiente para poder fazer algo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Histórias de Laura, parte 1

 Uma vez, uma grande amiga minha da enfermagem escreveu algumas histórias no meu caderno. E já estava mesmo pensando em passá-las pra cá, afinal, histórias são sempre bem vindas.

"Sim, a cada segundo percebemos que nossos passos nos levam a caminhos mais distantes. Ah, e quão distantes estão nossos caminhos, e nossos olhares, e nossas mãos. Perdemo-nos em pequenos detalhes, frases distintas, frases iguais. Morri, e você morreu também, pelo menos em mim, pelo menos enquanto escrevo meus versos desconexos. Desculpe, mas o fluxo da consciência sempre me moveu.
 Segundo sim, segundo não, eu penso em você. Pelo pretérito e pelo presente, de grego. A maré trouxe-lhe como trouxe diversas outras coisas, mas não te levou. Segundo sim, outro também, eu me preocupo em te esquecer, na vontade incessante de voltar ao passado e corrigir seus erros, e os meus.
 Dizem que perder-se é só uma maneira de recomeçar. Eu me perdi e recomecei, e acabei me perdendo de novo. Sem a sua mão eu não sei no que me segurar. Mas quando sua mão estava aqui, ela segurava? Não, ela apunhalava. E eu me perdia."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tides of Time - Epica

 Como sempre, estava ouvindo música enquanto andava por aí. Então, caiu nessa... Tides of Time do Epica (hail Simone Simons), então resolvi olhar a letra, como a achei muito bela, resolvi postar aqui. ^^

You were always there to hold my hand
When times were hard to understand
But now the tides of time have turned
They keep changing
Seasons range, but you remained the same
A steady heart, a sun to rain
You'll be the light that's shining bright
High above me
Autumn gold losing hold
We are leaves meant to fall
There is meaning to all that fades
Freezing winds were stayed by warming words
To touch your healing to the hurt
I'll treasure every lesson learned to the embers
Fire fails, blushes pale
We will answer the call
There's a meaning to all our
Seeds of eulogy to sow along with dreams
Fill the need that can leave us grieving alone
Frail is our beauty in the end
But all we count is sentiment
A memory stays to guide the way
and whisper
Don't lose sight, don't deny
We are leaves meant to fall,
there's a meaning to all our
Seeds of eulogy to sow along with dreams
Fill the need that can leave us grieving alone
A symphony resounding in our minds
Guides us through what we knew
would come all a long
Sometimes I feel I don't have the words
Sometimes I feel I'm not being heared
And then I fear I'm feeling nothing more
Sometimes I feel I don't want this change
I think we all have to rearrange
And now I feel there's no one losing more
Seeds of eulogy to sow along with dreams
Fill the need that can leave us grieving alone
A symphony resounding in our minds
Guides us through
as you hear me
as you do,
as you need me
Making true
What we knew would come all along

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Suteki da ne?

Não é bonito?
Observar as nuvens flutuando
Enquanto se deita em um campo de grama alta
E então adormecer

Dormir e sonhar
Sonhar com quem te ama e quer bem
Sorrir inconsciente, mas feliz
Chorar amargamente, mas de saudade

E então acordar
Acordar com as luzes da lua cheia
Tão bela, tão frágil e tão tímida
Que sempre encanta quem a vê

O vento sussurra palavras
Palavras que deveriam ser guardadas
Pois seus segredos não podem ser ditos
E então ele passa, vai sussurrar em outros ouvidos

Dorme-se de novo
Fecha-se os olhos para esse mundo
Um mundo cheio de desesperança
Mas que ainda é belo de se ver.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Solidão

 Solidão, estado de espírito onde que no meio de várias pessoas, sente-se falta de apenas uma. não sei de quem devo sentir falta, ou se simplesmente devo sentir falta de estar faltando alguém em minha vida.
 Há uma cadeira vazia do meu lado, e imagino se alguém virá ocupá-la. Não importa quem, mas qualquer presença física viria bem a calhar agora.
 Também há várias pessoas ao meu redor, me pergunto se elas estão felizes com seus grupinhos de pessoas com sorrisos amarelos e conversas fúteis que divertem suas vidas vazias e com poucas esperanças.
 Mas talvez, a solidão seja uma boa amiga, pois pra mim, pelo menos, ela me ensinou muita coisa. Me ensinou que seres humanos são arrogantes, mesquinhas, egoístas e orgulhosos. Talvez a vida deva dar uma boa lição neles.
 Cansei de estar sozinho, quero conhecer novos sentimentos. Alguém se habilita? Por favor?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma pequena observação

 Então digam-me, por que toda vez que eu olho no espelho, vejo olheiras tão profundas e olhos tão caídos de cansaço, mas que ainda assim possuem um brilho tão diferente pra poder seguir em frente?
 E uma pequena quote: "I 'd surrender if only I could".

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fear of the dark

 Creio que todos vocês já estiveram em uma situação de escuridão. De estar de noite e não ter luz para guiar. Tive o prazer de ter essa sensação de novo, mas agora com uma mente nova e fértil para novas ideias.
A situação foi a seguinte:
 A energia acabou na minha rua, e chegando a noite, ela ainda não havia voltado. Foi muito curioso, percebi o tanto que o ser humano é um ser fraco, que se não fosse a sua inteligência e a benção de Deus, nós já teríamos sumido dentro da cadeia alimentar. Pois... como um ser que não enxerga o próprio nariz de noite pode sobreviver? Essa é a realidade, nós somos fracos e impotentes.
 Também foi curioso a questão do medo, parece que o escuro reflete os nossos piores medos, mesmo aqueles que estão enterrados dentro do nosso passado mais sombrio. Quando estava andando com uma vela para iluminar meu caminho, a toda hora me lembrava do jogo Silent Hill - The Room, onde um homem fica preso dentro do seu próprio apartamento, tendo acesso a lugares muito estranhos através de um buraco que surge misteriosamente em seu banheiro.
 E eu me senti impotente, com uma vela de luz tão fraca em minhas mãos trêmulas que temiam algo que sequer existe, mas que ainda assim assombravam minha mente. Mas foi bom me sentir inferior e fraco, isso abaixou minha moral, e apesar de as vezes eu me sentir um com as trevas, foi algo que realmente me incomodou.
 Então... recomendo a todos que tenham essa sensação, por mais desesperador que seja estar sozinho no escuro sem apoio, sem ninguém pra te abraçar, apenas com as suas pupilas dilatadas de medo e o suor frio com medo da sua própria mente, mas muito edificador, pois nas trevas, não somos nada, e muito de nós estamos lá, mesmo sabendo que a luz virá uma hora ou outra.