segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Silêncio

O silêncio, ausência de som ou som de silêncio? Não sei, mas é muito confortável e ao mesmo tempo desesperador estar em sua presença. Descansar em silêncio, experiência de quase morte, tendendo para a eternidade em uma solidão sem fim.
 Eu ouço o silêncio tão alto, perfura meus tímpanos, atravessa minha alma e perturba as vozes da minha cabeça. Me isola em um vácuo, me sufocando no meu próprio desespero.
 Uma canção para lembrar, uma canção para esquecer. A doce melodia de uma voz perturba o silêncio, sobrepondo suas ondas, criando um novo ambiente, um novo contexto, uma nova vida.
 Curta o silêncio, quebre as mentiras ditas, as palavras machucam, o silêncio cura. O silêncio de duas em almas em concordância as une. O tolo fala muito por pouco observar em silêncio. O sábio pouco fala, pois em silêncio, observa e aprende.
 O choro de um recém-nascido quebra o silêncio e trás felicidade, a sombra do silêncio da morte arrasta tristeza para corações. Do silêncio viemos, e para ele vamos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tool - Schism


I know the pieces fit cuz I watched them fall away
Mildewed and smoldering. Fundamental differing.
Pure intention juxtaposed will set two lovers souls in motion
Disintegrating as it goes testing our communication
The light that fueled our fire then has burned a hole between us so
We cannot see to reach an end crippling our communication.
I know the pieces fit cuz I watched them tumble down
No fault, none to blame it doesn't mean I don't desire to
Point the finger, blame the other, watch the temple topple over.
To bring the pieces back together, rediscover communication
The poetry that comes from the squaring off between,
And the circling is worth it.
Finding beauty in the dissonance.
There was a time that the pieces fit, but I watched them fall away.
Mildewed and smoldering, strangled by our coveting
I've done the math enough to know the dangers of our second guessing
Doomed to crumble unless we grow, and strengthen our communication.
Cold silence has a tendency to atrophy any
Sense of compassion
Between supposed lovers
Between supposed brothers
I know the pieces fit (x8)

domingo, 9 de outubro de 2011

Moonlight

O cair da noite é sempre uma bela transição no dia. O sol desce atrás de uma linha no horizonte, como se aquela linha representasse o limite da Terra. Os últimos raios de luz se dissipam, as nuvens passam de branco para cinzas, e as trevas tomam o seu lugar no espaço.
 Uma doce melodia surge com a noite, seus ventos cantam e despertam os seres noturnos, sendo ao mesmo tempo, uma bela canção de ninar para as criaturas diurnas.
 Então ela aparece, ela sempre esteve lá durante o dia, mas o sol a intimidava. A noite, ela se torna rainha dos horizontes negros, sempre disputando seus territórios com a luz do sol. Ela tem sua luz, que vem refletida do seu maior inimigo.
 Luz da lua, caindo sobre mim, navegando até onde as sombras se esconde. Luz da lua, se arrastando sobre mim, da mesma maneira que você não pôde competir com o meu orgulho.
 A noite prossegue, sua rainha observa seus domínios e o silêncio se torna ensurdecedor, não é um período para os fracos. Sua luz revela a verdade, sendo ela boa ou não. E suas filhas também ajudam a vigiar seu reino, mesmos elas não sendo tão belas e majestosas quanto a sua mãe.
 E o sol começa a surgir, para acabar com o reinado da lua e de suas filhas. Mas ela sabe, que ela foi e sempre será a mais bela e poderosa rainha da noite e dos horizontes negros.