sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Distâncias Físicas

 Distância, termo utilizado para se definir quão longe dois corpos estão um do outro, ou quão longe um corpo se deslocou devido a elementos do espaço e do tempo. Mas, o que leva dois corpos que se atraem a estarem tão distantes um do outro?
 Dizem que o tempo é o senhor do destino. Um número real que parece tão ilógico para nós. O mesmo tempo que nos deixa tão longe também nos aproxima a cada segundo.
 Se a velocidade das batidas dos corações dos que se amam ajudasse a diminuir a distância entre eles, eles jamais se separariam ao se ver, mas nisto a natureza não ajudou muito.
 Mas a vida nos deu a saudade, onde na velocidade de uma lembrança e no tempo de uma eternidade em um segundo torna a distância ínfima e quase tangível.
 E que nos espaço infinito de nossos sentimentos possamos nunca nos separar para todo o sempre.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ócio Ao Passado

 Deitado, olhando para tudo e para o nada que minha memória pode oferecer para meus próprios olhos. Escuto um pássaro cantar, reclamando de todo esse calor mórbido e pacífico que nos rondeia, ideal para se pensar no que não deveria ser lembrado.
 Então lembro-me, lembro-me de tudo o que já passou, de todos que já passaram. Um sorriso meio torto enquanto o teto projeta aqueles bons momentos que as fotos não trazem mais. Estico minhas mãos para te tocar, sentir tua pele outra vez, mas o vazio foi tudo o que pude alcançar. Seus olhos e sua voz ainda são tão próximos que as vezes parece que ainda estás ao meu lado.
 "Está tudo bem", minto para mim mesmo achando que as coisas voltarão e que a esperança ainda não morreu. Você ainda está aqui comigo?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Perspectivas Poéticas

"Basil, meu caro rapaz, põe tudo o que é encantador nele em seu trabalho. A consequência é que não lhe sobra nada para a vida a não ser seus preconceitos, seus princípios e seu senso comum. Os únicos artistas agradáveis que conheci pessoalmente são maus artistas. Bons artistas existem simplesmente naquilo que fazem, e portanto são completamente desinteressantes por si mesmos. Um grande poeta, um poeta grande de verdade, é a menos poética das criaturas. Mas poetas menores são absolutamente fascinantes. Quanto piores as rimas, mais pitorescos parecem. O mero fato de ter publicado um livro de sonetos de segunda torna um homem irresistível. Ele vive a poesia que não é a capaz de escrever. Os outros escrevem a poesia que não ousam realizar." - Lord Henry, O Retrato de Dorian Gray, pg 69

domingo, 5 de agosto de 2012

The Hobbit: An Unexpected Journey

Conto os dias para o dia final.

                   
                   Para além das montanhas nebulosas, frias,
                   Adentrando cavernas, calabouços cravados,
                   Devemos partir antes de o sol surgir,
                   Em busca do pálido ouro encantado.
                   Operavam encantos anões de outrora,
                   Ao som de martelo qual sino a soar
                   Na profundeza onde dorme a incerteza,
                   Em antros vazios sob penhascos do mar.
                   Para o antigo rei e seu elfo senhor
                   Criaram tesouros de grã nomeada,
                   As Pedras plasmaram, as luzes captaram
                   Prendendo-a nas gemas do punho da espada.
                   Em colares de Prata eles juntaram
                   Estrelas floridas fizeram coroas
                   De fogo dragão e no mesmo cordão
                   Fundiram a luz do sol e da lua.
                   Para além das montanhas nebulosas frias,
                   Adentrando cavernas calabouços perdidos
                   Devemos partir antes de o sol surgir
                   Buscando tesouros há muito esquecidos.
                   Para seu uso taças foram talhadas
                   E harpas de ouro. Onde ninguém mora
                   Jazeram Perdidas e suas cantigas
                   Por homens e elfos não foram ouvidas
                   Zumbiram Pinheiros sobre a montanha,
                   Uivaram os ventos em noites azuis.
                   O fogo vermelho queimava Parelho,
                   As árvores-tochas em fachos de luz.
                   Tocaram os sinos chovendo no vale,
                   Erguiam-se Pálidos rostos ansiosos.
                   Irado o dragão feroz se insurgira
                   Arrasando casas e torres formosas
                   Sob a luz da lua furavam montanhas
                   Os anões ouviram a marcha final
                   Fugiram do abrigo achando o inimigo
                   E sob seus pés a morte ao luar.
                   Para além das montanhas nebulosas frias,
                   Adentrando cavernas calabouços perdidos
                   Devemos partir antes de o sol surgir,
                   Buscando tesouros há muito esquecidos.