quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Embriaguez Nirvânica

Sonolento, realmente não muito acordado. Deportação do corpo para qualquer outro lugar que a alma deseje ir ou estar. Estado onde a alma se confronta para sair de sua casca não vigilante, e quando a mesma luta pelas suas necessidades mais profundas.
 Enclausuramento dos sentidos, sentimento de escuridão, uma pequena demonstração da morte. Veneno que corre devagar e mata a mente, forçando-a a um leve e incompleto descanso.
 Embebido e afogado em meu próprio sono, não consigo lembrar sequer meu próprio nome. Me torno um ninguém, um ser perambulante na minha própria embriaguez. Tantos lados para pender, depende apenas para aonde o sussuro desse vento estagnado me empurrar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Buracos Negros E Seus Olhos

 A infinidade dos olhos. Apenas os tolos não conseguem enxergar os labirintos que existem dentro de cada olhar. Labirintos esses onde procuro encontrar o brilho que uma vez vi refletindo em você.
 Existe um buraco negro no seu olhar, ele puxa a luz e também me puxa para o seu horizonte de eventos, onde o meu tempo tende ao infinito mas, para você, ele ainda passa normalmente.
 Mas também existe uma supernova no labirinto dos seus olhos, tão calmo, tão simples, radiante, e em paz. Não é necessário mais nada, pode-se descansar na supernova dos seus olhos logo após ser puxado pelo mesmo buraco negro que também é seu, no final, a sensação é de que está tudo bem.
 Muitos anos-luz separam o meu olhar do seu, e infelizmente, a menor distância entre nós dois não é uma linha reta.