domingo, 28 de setembro de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Força Esquecida
E de novo, o corpo caído, o rosto na lama, alguns ossos quebrados, muitos arranhões e feridas. O sangue já começa a se misturar na lama recém molhada com algumas lágrimas de dor. Sentimento de derrota, de não querer se mover mais, talvez acomodar-se não seja uma má ideia. De repente a estrada se tornou longa demais, as pessoas que caminhavam com você já concluíram a corrida, e não vão olhar para trás para ver quem sobrou pelo caminho.Mas então, essa força esquecida, esse resto de honra e dignidade própria que não vai deixar nada disso passar em vão, um último fragmento despedaçado de alma ainda quer voltar a ser o que era, um brilho nos olhos que se focam no objetivo final. Chega dessa sensação de estar se esvaindo, não é como se simplesmente tudo fosse se resolver por conta própria.
Novas companhias sempre te alcançam, tentam te levantar, dizem "você consegue, vamos juntos". Te fazem despertar, querer vencer, querer chegar ao final, e a isso apenas posso dizer "obrigado". E quando o tempo certo chegar, poder olhar para trás e dizer "estou pronto para recomeçar".
domingo, 15 de junho de 2014
Harmonia da Dissonância
Dois pra lá, dois pra cá, uma batida, um passo.
Sinta o ritmo, conte o tempo, concentre-se.
Guie sua parceira, firme a mão, não pise no pé.
Divirta-se, olhe nos olhos, não se intimide.
Sobrecarga de informação, reiniciando o sistema.
Definitivamente não fui feito pra isso.
Sinta o ritmo, conte o tempo, concentre-se.
Guie sua parceira, firme a mão, não pise no pé.
Divirta-se, olhe nos olhos, não se intimide.
Sobrecarga de informação, reiniciando o sistema.
Definitivamente não fui feito pra isso.
domingo, 1 de junho de 2014
Timidamente Curto
Rosto corado, afluxo sanguíneo;
Palpitação peitoral, alma palpitando;
Pensamentos confusos, estabelecimento sináptico;
Motivos certos, razões infinitas;
Um gaguejo, timidamente engasgado;
Poucas palavras, as suficientes;
Versos curtos, pouco ditos.
sábado, 31 de maio de 2014
Fotos Atemporais
Um álbum velho jogado em cima de um armário qualquer. Resguardado por uma camada de poeira, o álbum apenas espera no passado a chance de ser aberto no futuro.
Suas fotos, carregadas de memórias, sorrisos, músicas que não são escutadas, apenas lembradas. A máquina do tempo perfeita. Sentimentos materializados em uma imagem. O brilho no olhar que nunca vai se perder.
Um momento, um instante na história não-reproduzível. Pontos de vista diferentes "bons tempos", "você se lembra?", "como me arrependo disso". Uma foto, prova de muitas verdades e mentiras jamais contadas.
Adeus ao tempo, que se tornou físico dentro de uma livro esquecido de memórias.
Suas fotos, carregadas de memórias, sorrisos, músicas que não são escutadas, apenas lembradas. A máquina do tempo perfeita. Sentimentos materializados em uma imagem. O brilho no olhar que nunca vai se perder.
Um momento, um instante na história não-reproduzível. Pontos de vista diferentes "bons tempos", "você se lembra?", "como me arrependo disso". Uma foto, prova de muitas verdades e mentiras jamais contadas.
Adeus ao tempo, que se tornou físico dentro de uma livro esquecido de memórias.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Chamado Do Céu
Não existe tristeza pra descrever a dor da morte, não existem palavras que possam dizer o quanto se vai sentir falta do que ou de quem se foi. A única coisa que se pode fazer é sentir, esperar, lamentar, levantar a cabeça e tentar seguir em frente na vida, afinal, ela não para para chorarmos e muitas vezes temos que secar nossas lágrimas enquanto corremos atrás do nosso futuro.
Hoje eu dei adeus à minha última das três cadelas que moraram em minha casa... Aninha, Betsy e Ônix. As três se foram, Aninha vítima de uma doença, Betsy e Ônix vítimas de infarto, patologias comuns pra raça delas.
E mesmo assim, todas eram da família, todas com suas personalidades, seus defeitos, suas qualidades. Nunca imaginei minha vida sem elas do lado. Sem elas me olhando esperando por um carinho ou pra brincar, sem elas brigando pra ganhar a minha atenção, e sem vê-las correndo pelo quintal e depois dormirem na grama quente. Nunca imaginei isso... mas infelizmente hoje tudo o que tenho pra ver é o canil vazio, a tigela de água e comida criando lodo, o tapete rasgado mofando.
As vezes penso que Deus colocou os animais de estimação em nossas vidas para serem anjos em nossos lares. E ainda acredito que exista um céu para cada bichinho de estimação, sem dor, sem doença, apenas alegria e diversão para eles. Existem poucos amores mais sinceros do que de um animal de estimação.
E sim, eu as amava e gostava delas mais do que gosto de muitos humanos por aí. Digo adeus a cada uma delas, assim como digo adeus à um membro da família.
Hoje eu dei adeus à minha última das três cadelas que moraram em minha casa... Aninha, Betsy e Ônix. As três se foram, Aninha vítima de uma doença, Betsy e Ônix vítimas de infarto, patologias comuns pra raça delas.
E mesmo assim, todas eram da família, todas com suas personalidades, seus defeitos, suas qualidades. Nunca imaginei minha vida sem elas do lado. Sem elas me olhando esperando por um carinho ou pra brincar, sem elas brigando pra ganhar a minha atenção, e sem vê-las correndo pelo quintal e depois dormirem na grama quente. Nunca imaginei isso... mas infelizmente hoje tudo o que tenho pra ver é o canil vazio, a tigela de água e comida criando lodo, o tapete rasgado mofando.
As vezes penso que Deus colocou os animais de estimação em nossas vidas para serem anjos em nossos lares. E ainda acredito que exista um céu para cada bichinho de estimação, sem dor, sem doença, apenas alegria e diversão para eles. Existem poucos amores mais sinceros do que de um animal de estimação.
E sim, eu as amava e gostava delas mais do que gosto de muitos humanos por aí. Digo adeus a cada uma delas, assim como digo adeus à um membro da família.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Traduções
Traduções, momento sublime, compreensões distintas e únicas, que no final se tornam apenas sentido iguais e comuns. Palavras, sinais, gestos, significados... todos tem seus significados e momentos, todos são passiveis de tradução. Será que um dia conseguirei te traduzir?Não há linhas mortas, não há espaço em branco, palavras em branco ainda são válidas, afinal, pontos finais também são feitos para serem usados. Não importa o tamanho que uma frase apareça, desde que ela seja intensa e única. Se o silêncio toma lugar, dê o seu devido tempo, ele também merece uma chance de dizer algo. Será que um dias nossas linhas vão acabar caindo no infinito?
Tudo o que preciso agora é de um sussurro de esperança, um sorriso, poucas linhas, pouca coisa, mas que não é pouca.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Promessas de Céus
Promessas? O que são promessas? Juramentos verbais entre pessoas que se olham nos olhos e balbuciam palavras carregadas de instantes, emoções e algum calor que nos impulsiona a dizer coisas que jamais saberemos ser capazes ou não de cumprir. Próximos da luz, podemos dizer coisas cegas.
O momento de um promessa, reflete o céu que a projeta, seja de dor, angústia ou até de bons sentimentos, cinza, chuvoso ou azul. As correntes do tempo não aprisionam uma promessa, ela simplesmente existe, simplesmente vive no coração e na alma daqueles que ousaram invocar essa condição.
Quebrar uma promessa, matar uma confiança, mentir, se envergonhar, se livrar de uma condição do passado, afinal, o passado também muda. Manter uma promessa até o seu final, objetivo cumprido ou livramento? Não sei, de tudo o que prometi, mantenho só uma em pé, e creio que a pessoa com quem fiz esse vínculo não se lembra.
E se perdermos nossos céus? E se as nuvens foram arrastadas pelos ventos e levaram consigo todas as palavras que dissemos? Chuvas podem ser o choro de uma promessa, respingos de algo que nasceu lá no alto mas no final encontrou apenas o chão como apoio. Ninguém até hoje me disse a cor da chuva...
O momento de um promessa, reflete o céu que a projeta, seja de dor, angústia ou até de bons sentimentos, cinza, chuvoso ou azul. As correntes do tempo não aprisionam uma promessa, ela simplesmente existe, simplesmente vive no coração e na alma daqueles que ousaram invocar essa condição.
Quebrar uma promessa, matar uma confiança, mentir, se envergonhar, se livrar de uma condição do passado, afinal, o passado também muda. Manter uma promessa até o seu final, objetivo cumprido ou livramento? Não sei, de tudo o que prometi, mantenho só uma em pé, e creio que a pessoa com quem fiz esse vínculo não se lembra.
E se perdermos nossos céus? E se as nuvens foram arrastadas pelos ventos e levaram consigo todas as palavras que dissemos? Chuvas podem ser o choro de uma promessa, respingos de algo que nasceu lá no alto mas no final encontrou apenas o chão como apoio. Ninguém até hoje me disse a cor da chuva...
Uma Oração à Humanidade
Uma oração à humanidade, um sujeito, um verbo, um adjetivo, um predicado.Não precisa de um sujeito definido, podem ser todos os sujeitos que andam nessa Terra, perdidos ou não, pode até ser um sujeito egoísta e fazer uma oração pra si mesmo.
Que tal "amar" como verbo? Não precisa de complemento, já que amar por si só é completo, precisa apenas de um receptor, mas um pouco de amor próprio nunca fez e nunca fará mal a ninguém.
Sempre gostei de "perseverante" como adjetivo, diz tudo o que as pessoas precisam ser. Desistir é uma palavra tão mórbida, tão pesada, quase uma sobrecarga no sistema límbico "vou desistir", soa mais como "eu morri pra isso".
Como toda boa oração, o predicado deve fazer referência ao sujeito com uma nova informação, creio que se juntarmos o nosso verbo com o adjetivo, já teremos uma informação completamente nova:
"Amar a humanidade com perseverança", deveria ser mais que uma oração diária, deveria ser um ato contínuo e infinito. Oremos para que essa oração passe a se tornar verdade.
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