domingo, 30 de janeiro de 2011

Histórias aleatórias 10

 Estagnado, com medo de tentar progredir dentro desse labirinto de espelhos, onde tudo e todos são iguais. E ainda assim eu desejo quebrar esses espelhos, cravar um buraco no meio desses vidros, apenas para não ter que olhar nesses rostos todos iguais.
 Espelho, espelho meu, eu vejo um garoto com raiva, eu acho que ele sou eu. Se levantando para a sociedade. Ele está ciente que ninguém liga e a vida é injusta, então ele deixa o seu cabelo crescer. E faz uma viagem à eternidade.
 Há apenas uma maneira de sair deste labirinto, preciso deixar meu passado para trás e quebrar esses espelhos, que refletem meus medos e desesperanças.
 Corra, corra, o passado se foi e não pode ser desfeito. Os céus negros vão passar, e um novo dia vai surgir, longe dessas paredes apertadas que oprimem nossas vidas. Eu só quero descansar minha cabeça onde os salgueiros choram.

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