Uma vez, uma grande amiga minha da enfermagem escreveu algumas histórias no meu caderno. E já estava mesmo pensando em passá-las pra cá, afinal, histórias são sempre bem vindas.
"Sim, a cada segundo percebemos que nossos passos nos levam a caminhos mais distantes. Ah, e quão distantes estão nossos caminhos, e nossos olhares, e nossas mãos. Perdemo-nos em pequenos detalhes, frases distintas, frases iguais. Morri, e você morreu também, pelo menos em mim, pelo menos enquanto escrevo meus versos desconexos. Desculpe, mas o fluxo da consciência sempre me moveu.
Segundo sim, segundo não, eu penso em você. Pelo pretérito e pelo presente, de grego. A maré trouxe-lhe como trouxe diversas outras coisas, mas não te levou. Segundo sim, outro também, eu me preocupo em te esquecer, na vontade incessante de voltar ao passado e corrigir seus erros, e os meus.
Dizem que perder-se é só uma maneira de recomeçar. Eu me perdi e recomecei, e acabei me perdendo de novo. Sem a sua mão eu não sei no que me segurar. Mas quando sua mão estava aqui, ela segurava? Não, ela apunhalava. E eu me perdia."
sério mesmo que fui eu que escrevi isso? hahaha.
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