domingo, 19 de junho de 2011

Histórias de Laura, parte 2

E então eu mergulho de novo. Mergulho de novo nos teus olhos castanho escuros, nublados, cheios e ao mesmo tempo vazios. Mergulho sem saber o que encontrarei e se poderei por meus pés em terra firme de novo. Mergulho para o infinito, de olhos fechados e braços abertos, para te sentir e receber. Onde estaria minha sensatez estão tuas mãos a me cobrir e afagar, como se o mundo fosse pequeno e tudo estivesse sobre controle, teu controle. Faço em meu coração asas para voar contigo, mesmo sabendo que as minhas serão pesadas perto das tuas de anjo. Com o cheiro de roupa limpa e metal, tu vens e me segura, para que a queda não seja tão dolorida. Mas teus braços, tão cheios de outros amores, são insuficientes para minha enorme insegurança e me sinto como um pequeno ponto azul no céu, como todas as outras. E tu? Tu, como o sol, sempre será parte de mim, mas eu sempre serei coadjuvante em ti.

3 comentários:

  1. "E tu? Tu, como o sol, sempre será parte de mim, mas eu sempre serei coadjuvante em ti." Eu tenho um amigo poeta. Noossa!

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  2. Tá, descobri que essa história não é sua. Não importa. As outras são tão boas quanto. Você é um poeta, sem dúvida. Muito depressivo, mas é poeta.

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