sexta-feira, 24 de junho de 2011

Uma mulher sem nome

 Essa é a história de uma moça, sim, uma moça de cabelos loiros e olhos azuis, mas cujo nome se perdeu há muito tempo atrás, vários são seus nomes e ao mesmo tempo nenhum deles é o seu. A sombra é o seu lar, e ela vive se enfurnando em mesas de sinuca em bares sujos onde apenas os mais corajosos ousam adentrar.
 Seu passatempo preferido? Se envenenar das bebidas mais fortes, José Cuervo é o seu preferido... sim, o homem que transforma todas as mulheres, e não é muito diferente com ela. Ninguém sabe quando essa paixão começou, dizem apenas que um dia ela foi encontrada, sentada, ao lado de sua melhor amiga, Cláudia, que há muito também não se ouve falar.
 Quando não está por aí fugindo dos estonteantes raios de sol com seus óculos escuros e sua anti-socialiade clássica, ela estuda jornalismo em um canto onde pessoas com presentes muito parecidos com o dela e passados muito igualmente obscuros ficam.
 E ninguém jamais conseguiu predizê-la apenas no olhar, e nem mesmo é possível observar o seu futuro dizendo as suas feições, isso é negro até mesmo para mim, que escreve essa história. Mas diz-se que apenas de fitar seus olhos bêbados é ainda possível enxergar alguma doçura e esperança perdida no meio de tanto veneno.
 Mas quem sabe um dia ela não consiga abandonar José e não precise mais se esconder por trás de uma anti-socialidade que na verdade, creio eu, que não existe.

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